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A matemática do amor – O que prevê o divórcio?

Já perdi as contas de quantas vezes já citei o trabalho de John Gottman por aqui … Não me canso de falar, pois ele é um renomado pesquisador da área de relacionamentos, que já tem mais de 40 anos de pesquisa na área!

Olá pessoal!

Já perdi as contas de quantas vezes já citei o trabalho de John Gottman por aqui. Não me canso de falar, pois ele é um renomado pesquisador da área de relacionamentos, que já tem mais de 40 anos de pesquisa na área!

Ele construiu seu laboratório na Universidade de Washington, um apartamento onde ele observa casais analisando suas frequências cardíacas, pressão sanguínea, suor, sistema imunológico e endócrino durante suas interações, e consegue prever, com 90% de precisão quais são os casais que irão se divorciar e quais irão permanecer casados… e dos que irão permanecer casados, quais deles serão felizes e quais serão infelizes!

Então, afinal o que prevê o Divórcio?

Um dos principais fatores estudados foram os tipos de interações que os casais tinham… Ele percebeu que dentre as interações negativas (nenhum relacionamento está a salvo delas!), existem 4 tipos que são os melhores “preditores” para um divórcio. Ele as chama de “Os quatro cavaleiros do Apocalipse”:

1. Criticismo

As pessoas que muito criticam costumam ter uma “lente negativa”; só conseguem ver erros, não reconhecem os esforços e acertos dos parceiros. Tendem a descrever um problema como parte da personalidade do parceiro, por exemplo, diz: “Você é egoísta” ao invés de dizer que a pessoa agiu de forma egoísta. Na crítica fica sempre implicito que existe algo de errado com a pessoa.

Antídoto: Generosidade, capacidade de enxergar e valorizar o melhor do outro, demonstrar admiração.

2. Defensividade

Ter uma postura defensiva é a tendencia a se proteger, onde a pessoa ataca para se defender e costuma culpabilizar o outro por todas as dificuldades da vida a dois.

Antídoto: Aceitar que tem responsabilidade por pelo menos uma pequena parte do problema, ter uma atitude amiga e justa, admitindo também as próprias dificuldades em vez de só acusar seu par.

3. Desprezo

Uma atitute de desprezo é aquela que coloca o outro para baixo para se sentir superior em relação ao outro. As pessoas que tem o mal hábito de focar e julgar as pessoas pelos seus erros ao invés de qualidades tendem a ter mais atitudes de desprezo.

Segundo as pesquisas, este é um dos piores venenos para um relacionamento, e a principal causa dos divórcios.

Antídoto: Criar uma cultura de apreciação, buscando focar no que o outro tem de positivo, suas forças e virtudes.

4. Indiferença/Obstrução

Se fechar para o diálogo, ignorar, não escutar o que o outro diz ou fingir que não escutou.

Antídoto: Buscar ter mais atenção e respeito à opinião e ao sentimento do cônjuge, buscando ficar conectado ao outro nas interações.

O amor não é ciência exata, mas a saúde de um relacionamento pode ser diagnosticada! Como podemos ver, todas estas “ervas daninhas” tem seus antídotos – mas só funcionam se os parceiros tiverem realmente interesse em mudar para permanecer juntos.

Vale a pena investir na qualidade de seu relacionamento! Pequenas mudanças no presente podem criar grandes mudanças no longo prazo. Pequenos gestos positivos feitos frequentemente fazem uma grande diferença!

Uma boa “conta bancária emocional”

Interações mais presentes nos casais que se divorciam. – John Gottman chama de “Os 4 cavaleiros do apocalipse”

Relembrando, são elas: Criticismo, defensividade, desprezo e indiferença.

Estas são interações extremamente prejudiciais a qualquer tipo de relacionamento, no entanto, ninguém está completamente a salvo delas. Em suas pesquisas, Gottman percebeu que os casais que mantêm um relacionamento saudável, duradouro e feliz também caem neste tipo de interação uma hora ou outra – por mais cuidadosos que possamos ser, eventualmente cometemos erros, não é?

Então, o que diferencia estes casais? Segundo John Gottman

Diferente dos casais que se divorciaram ou se distanciaram emocionalmente, foi percebido que nos relacionamentos mais saudáveis, as pessoas frequentemente reparam os erros quando acontecem e mantêm uma “boa conta bancária emocional”.

O que constrói uma boa conta bancária emocional é o nível de benevolência, generosidade e positividade presente no relacionamento, são os cuidados e os investimentos que constroem a base da relação.

Imagine isso como uma conta bancária, onde existem débitos e créditos. Todos nós falamos e fazemos coisas sem pensar com pessoas que amamos. Pedir desculpas, assumir responsabilidade nos erros, ter um bom diálogo sobre os problemas são boas formas de reparar os “débitos” que eventualmente fazemos em nossas contas bancárias emocionais.

O que John Gottman percebeu em suas pesquisas foi que, quando existe uma boa reserva de positividade, uma boa “poupança emocional”, a probabilidade de se recuperar de momentos de irritabilidade, de situações pelas quais nos arrependemos ou de um distanciamento emocional temporário aumenta significativamente, por isso a importância de investir na qualidade do relacionamento.

Em suas palavras: ” São os pequenos gestos de positividade feitos com frequência que fazem toda diferença em nossos relacionamentos.”

Cuide bem do seu amor! 😉

Até a próxima!

Por Carolina Perrella
De Ativo e Saudável

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Artigo publicado em 1 de novembro de 2018 por Jorge

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